domingo, 10 de outubro de 2010

Inclusão digital: imagens dizem tudo!




Inclusão Digital = Inclusão Social + TIC´s

Inclusão digital é pré-requisito para a vida digital, a qual é uma tendência global e na qual todos estaremos mergulhados num futuro muito próximo. Governos de todo o mundo têm concentrado esforços no desenvolvimento de políticas e definições de padrões em termos de tecnologias da informação e comunicação, comumente chamadas de TIC’s, visando construir uma arquitetura que ofereça suporte a interoperabilidade com o objetivo de munir as pessoas de acesso a informações e serviços. A aplicação das TIC’s visando o provimento de acesso a informações e a serviços é denominada de governo eletrônico (ou governo digital como um conceito mais amplo). Nesse sentido, vale observar que a maioria dos governos visa:
• Oferta de meios de acesso a informações e serviços
• Organização das informações dentro dos órgãos do governo
• Troca de informações entre as várias esferas do governo
• Suporte a interoperabilidade
Embora a disponibilidade das TIC’s seja um requisito, ela por si só não é suficiente. Um pré-requisito é a inclusão social que por sua vez requer renda e educação. Apesar dos esforços e iniciativas do governo brasileiro, suas preocupações e ações estão mais concentradas no aspecto técnico, que compreende as TIC’s. Desde ano passado que temos tomado conhecimento do esforço do governo e, notadamente, o governo federal no sentido de financiar a aquisição um computador portátil com custo estimado de aproximadamente US$ 100,00 ou R$ 230,00. Além disso, é intenção do MEC distribuir o primeiro lote de 1 milhão desses computadores gratuitamente. Esses computadores seria parte do programa nacional de distribuição de livros e material didático aos alunos da rede pública. Observa-se aqui a preocupação do governo em prover parte da população com uma das ferramentas que permite o cidadão ser considerado incluído digitalmente. Entretanto, há também o aspecto social que é essencial a inclusão digital e, conseqüentemente, a vida digital. Como apresentado em http://www.espacoacademico.com.br/040/40amsf.htm, TIC’s não é tudo. É tímida a iniciativa do governo. Gostaria de repetir e alertar o governo que: os três pilares da inclusão digital (http://www.espacoacademico.com.br/024/24amsf.htm) são: TIC’s, renda e educação. Sem esses três pilares, não há inclusão social e, portanto, digital. Para um cidadão ter vida digital, ele antes precisa ser incluído digitalmente. Estamos longe da de ter a população brasileira com vida digital. Segundo dados do IBGE:
• Apenas 11% dos domicílios brasileiros têm acesso a Internet
• Apenas 15% dos domicílios brasileiros têm computadores;
• O estado que dispõe de mais usuários com acesso a Internet é São Paulo e o índice é inferior a 20%.
Isso é muito pouco. Por isso, considero ‘tímida’ as iniciativas que o governo tem feito até agora. Além disso, nesse percentual de domicílios com acesso a Internet, a sua grande maioria faz uso de acesso de linha discada que possui navegação mais lenta, requer uma assinatura que pode ter custo mensal de aproximadamente R$ 25.00. O pior é que além dessa despesa, caso não se faça uso de um provedor gratuito, o usuário terá de arcar com a despesa adicional dos pulsos de ligação telefônica que implica em elevado custo a grande maioria da população. Por outro lado, se o indivíduo optar por uma linha ADSL (Asymmetric Digital Subscriber Line), ele poderá desfrutar da Internet 24horas por dia durante os 7 dias da semana com custo médio de aproximadamente R$ 90.00 que compreende quase 1/3 do salário mínimo atual. Isso sem falar da despesa com consumo de energia que resulta num custo adicional mensal de aproximadamente R$ 10,00 (no pior caso, isto é, uso intenso). Agora, vem a pergunta: Pode a imensa maioria da população com a renda atual desfrutar da vida digital? Tenho de ser sincero com vocês e a resposta é não. Quem com renda de R$ 300,00 vai dispor de recursos para ter acesso a Internet, supondo tenha um computador? Quem, com tal renda, terá condições de comprar um computador com configuração mínima de custo aproximado é R$ 1.400,00, que permita uso e acesso da Internet?

Fonte: Revista espaço acadêmico n° 57 - Fevereiro de 2006

Novamente Inclusão digital x inclusão social

Esse video fala sobre uma outra postagem que é a inclusão digital x inclusão social algum muito imprtante nos dias atuais.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Veja o que Jacareí, interiror de São Paulo, está fazendo para incluir os seus habitantes no espaço mundial.

Lixo Eletrônico - Você sabe o que fazer com ele?

O rítmo acelerado dos avanços tecnológicos no campo dos dispositivos eletroeletrônicos tornam os equipamentos, em pouco tempo, ultrapassados e ineficientes frente as exigências de seus usuários, que optam por trocá-los por modelos mais novos.

Os equipamentos rejeitados são, na maioria dos casos, reduzidos à condição de lixo (lixo eletrônico ou "e-waste") e têm como destino o lixo comum, chegando aos aterros sanitários ou lixões. Aproximadamente 50 milhões de toneladas de lixo eletrônico são gerados todo ano no mundo, representando 5% de todo o lixo gerado pela humanidade. As conseqüências para os seres humanos, animais e ambiente são graves, pois esses equipamentos possuem diversas substâncias e elementos químicos extremamente nocivos à saúde, principalmente os metais pesados. As pessoas podem se contaminar pelo contato direto, no caso de manipulação direta de placas eletrônicas e outros componentes perigosos dos eletroeletrônicos nos lixões a céu aberto, comuns em certos locais da Ásia e África. A contaminação pode também ocorrer indiretamente ou de forma acidental, pois quando um eletrônico é jogado em lixo comum e vai para um aterro sanitário, há grande possibilidade de que os componentes tóxicos contaminem o solo chegando até o lençol freático, afetando também a água. Se essa água for usada para irrigação ou para dessedentar o gado, os elementos chegarão ao homem através da alimentação.

Conheça alguns dos principais efeitos nocivos ao organismo causados por alguns dos elementos e substâncias, bem como seus usos mais comuns:

Arsênico: Causa doenças de pele, prejudica o sistema nervoso e pode causar câncer no pulmão.

Onde é usado: Celular.

Belírio: Causa câncer no pulmão.

Onde é usado: Computador, celular.

Cádmio: Causa envenenamento, danos aos ossos, rins e pulmões.

Onde é usado: Computador, monitores de tubo antigos, baterias de laptops.

Chumbo: Causa danos ao sistema nervoso e sanguíneo.

Onde é usado: Computador, celular, televisão.

Mercúrio: Causa danos cerebrais e ao fígado.

Onde é usado: Computador, monitor e TV de tela plana.

Retardantes de chamas (BRT): Causam desordens hormonais, nervosas e reprodutivas.

Onde é usado: Diversos componentes eletrônicos, para prevenir incêndios.

PVC: Se queimado e inalado, pode causar problemas respiratórios.

Onde é usado: Em fios, como isolante elétrico.

Vai continuar jogando peças eletrônicas no lixo comum?

Do lixo à oportunidade muito bom com o tema de inclusão

Indígenas Digitais

No curta-metragem de 26 minutos, integrantes de várias nações indígenas, como a Tupinambá (BA), a Pataxó Hahahãe (BA), Kariri-Xocó (AL), a Pankararu (PE), Potiguara (PB), Makuxi (RR) e Bakairi (MT) relatam como celulares, câmeras fotográficas, filmadoras, computadores e, principalmente, a internet vêm sendo ferramentas importantes na busca das melhorias para as comunidades indígenas e nas relações destas com o mundo globalizado.



Conheça mais sobre o projeto do filme acessando http://www.indigenasdigitais.org/